Jung chama a sua psicoterapia de método dialético: um diálogo ou discussão entre duas pessoas. Na origem, lembra ele, a dialética era a arte da conversa entre os filósofos antigos, e depois passou a significar um método para produzir sínteses novas. Na terapia, é o encontro do qual surge algo que nenhum dos dois tinha antes.
O ponto decisivo é a reciprocidade. O tratamento é um processo do qual o médico participa tanto quanto o paciente: os dois exercem e sofrem influências. Por isso o terapeuta não pode se esconder atrás da autoridade ou de uma técnica; precisa responder com a própria personalidade.
Jung também usa a palavra para o confronto entre a consciência e o inconsciente dentro da mesma pessoa. E resumia a sua posição numa frase: em psicoterapia não há regras, e nem mesmo isso é uma regra. Cada caso pede um caminho próprio, porque o que se busca é a individualidade do paciente.



