O método comparativo de Jung é a amplificação. Ele a define como o método do filólogo, que, diante de uma palavra rara num texto, procura passagens paralelas para entender o seu sentido. Aplicada aos sonhos e às fantasias, a amplificação consiste em estabelecer paralelos: reunir versões análogas de uma imagem, nos mitos, nas religiões, nos contos e na alquimia.
Jung a opõe à livre associação de Freud. A livre associação vai em ziguezague, se afasta da imagem e acaba sempre num complexo. A amplificação é concêntrica: fica na imagem e a cerca de todos os lados até que ela se torne visível. O objetivo não é descobrir o complexo, mas ouvir o que o sonho diz.
Os paralelos não servem para encontrar o que é igual, mas para ver, por contraste, a inflexão particular daquela imagem naquela pessoa. E a imagem continua sendo a autoridade: substituir a imagem por uma etiqueta teórica, como dizer só que aquilo é a sua anima, era o erro que Jung mais combatia.


