Individuação é o nome que Jung dá ao processo de desenvolvimento psicológico que torna alguém um indivíduo: um ser único e, ao mesmo tempo, inteiro. Ele a traduz como tornar-se si-mesmo. A definição tem duas camadas. Uma é a diferenciação, distinguir-se da psicologia coletiva e das identificações; a outra é a totalidade, integrar o que estava cindido.
O processo costuma começar pela tomada de consciência da sombra e passa pela distinção em relação à persona e pelo confronto com a anima ou o animus. Não segue um roteiro fixo: anda em espiral, com mortes e renascimentos da atitude consciente. Jung recusa vê-la como técnica terapêutica ou como aperfeiçoamento moral.
Para Jung, a individuação é um processo natural, pelo qual todo ser vivo se torna o que está destinado a ser, mas na psique ela só se realiza plenamente quando é acompanhada pela consciência. E não é individualismo: ela leva a uma relação mais intensa e mais ampla com os outros, não ao isolamento.

