Jung usa alma em mais de um sentido, e vale separá-los. No sentido amplo, alma é a psique inteira, o mundo interior, com o seu lado diurno, consciente, e o seu lado noturno, inconsciente. É nesse sentido que ele escreve que a alma é um mundo no qual o eu está contido.
No sentido técnico de Tipos psicológicos (1921), alma é a atitude interna: o rosto que o eu volta para o inconsciente, assim como a persona é o rosto voltado para o mundo. É um complexo parcialmente autônomo, que reúne as qualidades que faltam à atitude consciente. Quando ganha figura nos sonhos e nas fantasias, vira a imagem da alma.
Num terceiro sentido, alma é sinônimo de anima, no homem, e de animus, na mulher. Jung propôs a palavra anima justamente porque alma era geral e vaga demais para nomear essa figura específica.


