Verbete · Figuras e constelações

Anima

A figura feminina do inconsciente do homem: uma ponte entre a consciência e o inconsciente.

Máscara fuji (glicínia): sonho e anima

máscara do sonho e da anima

Anima é o nome que Jung dá ao lado feminino do homem, a figura pela qual o inconsciente se apresenta a ele. Ele a define como uma personificação do inconsciente e, ao mesmo tempo, como uma ponte que leva até ele: uma função de relação. Em Tipos psicológicos (1921), a anima é a atitude interna, o par da persona, que é a atitude voltada para fora.

A anima tem duas camadas. Uma é pessoal: uma atitude e um complexo que reúnem o que o homem não sabe lidar, os humores, os afetos, a função menos desenvolvida, e que podem ser integrados. A outra é coletiva, uma imagem herdada da mulher, que não se integra. Enquanto é inconsciente, a anima é projetada, sobretudo nas mulheres reais; para Jung, essa projeção é o modo normal de o homem chegar a conhecê-la, e também a fonte da paixão e da ilusão.

Nos sonhos de um homem, a mulher desconhecida costuma ser essa figura. Confrontada e diferenciada, ela deixa de ser uma personagem autônoma e passa a funcionar como a relação entre a consciência e o inconsciente. A divisão entre o feminino no homem e o masculino na mulher é a forma de 1921; o que Jung manteve como essencial foi a ideia de uma atitude interna que compensa a externa.