Psique é o nome que Jung dá ao conjunto de tudo o que acontece em nós: o que sabemos e o que não sabemos. Ela inclui a consciência, mas não se resume a ela. Jung chama de presunção do intelecto a ideia de que psique e consciência são a mesma coisa: a consciência nasce de uma psique inconsciente mais antiga, que continua funcionando junto com ela, ou apesar dela.
Para Jung, a psique é um sistema que se regula sozinho, como o corpo vivo, e em boa parte é autônoma: age sem pedir licença ao eu. Daí a ideia de realidade psíquica. O que atua sobre nós é real, mesmo quando é “só” psíquico.
Ela também não é só empurrada pelo passado. Jung a vê orientada para um fim, carregando como possibilidade aquilo que ainda vai se desenvolver. É por isso que, na psicologia analítica, não se pergunta só “de onde vem isto?”, mas também “para onde isto aponta?”.


