Animus é, para Jung, o correlato na mulher do que a anima é no homem: o aspecto masculino do inconsciente feminino. A palavra significa razão ou espírito. Em Aion (1951), ele resume a simetria: assim como a anima corresponde ao Eros materno, o animus corresponde ao Logos paterno.
A marca mais estável do animus, nos textos de Jung, é a opinião pronta. Ele o descreve como uma suposição inconsciente, um julgamento não pensado, e diz que, assim como a anima produz humores, o animus produz opiniões. O animus não é o pensamento da mulher: é um pensar que a pensa, e a saída que Jung aponta é um pensamento melhor, próprio.
O animus costuma aparecer não como uma pessoa, mas como uma pluralidade de figuras, como uma assembleia de vozes que julgam. Também tem um lado positivo: quando a mulher se diferencia dele, o animus pode dar reflexão e acesso ao sentido das imagens do inconsciente. Jung chegou ao animus primeiro pela lógica do par e só depois pela clínica, e admite que ele é mais difícil de captar do que a anima.

