Sizígia vem do grego syzygos, que quer dizer acasalado, unido. Jung usa a palavra a partir de 1936 para os pares divinos masculino e feminino das mitologias, e em Aion (1951) ela dá nome ao capítulo sobre a anima e o animus.
O conteúdo da sizígia é uma relação, não uma figura: onde há um masculino há também o feminino correspondente. Por isso Jung a vê como o modelo psíquico de todos os pares de deuses, e como um dos pares de opostos mais importantes da vida psíquica, embora não o único.
A sizígia junta quatro conceitos em dois princípios. O que é consciente num sexo é inferior no outro, e o inferior é justamente o que liga ao inconsciente: a anima corresponde ao Eros, o animus ao Logos. Na relação entre duas pessoas, Jung desenha um quadro de quatro termos, os dois parceiros e as duas figuras inconscientes, com relações que se cruzam.


