Regressão é o movimento para trás da energia psíquica. Jung a descreve assim: diante de um obstáculo aparentemente intransponível, a pessoa recua ao tempo em que viveu uma situação parecida e tenta empregar de novo os meios que serviram outrora. A libido se retrai diante do problema, volta-se para dentro e reativa no inconsciente um equivalente mais primitivo da situação.
O par é a progressão: o fluxo da energia para a adaptação ao mundo de fora. Quando a adaptação falha, a energia represada regride. Jung reconhece que o conceito vem de Freud e o considera uma das grandes descobertas da psicanálise, mas discorda do mecanismo: a regressão não é necessariamente sexual, e sim a volta para o infantil para fugir das obrigações reais.
A regressão não é só negativa. Ao descer ao inconsciente, a energia reativa conteúdos que trazem o germe de uma vida nova e de uma adaptação à vida interior. Por isso, em Jung, ela pode ser o primeiro passo de uma renovação, a descida que precede o renascimento.

