Libido é o nome que Jung dá à energia psíquica: a energia que se manifesta no processo vital e que sentimos como desejo e anseio. Em Tipos psicológicos (1921), ele resume: por libido entendo a energia psíquica, a intensidade do processo psíquico, o seu valor.
A palavra vinha de Freud, para quem a libido era sobretudo energia sexual. Jung a ampliou, e essa foi uma das razões da ruptura entre os dois. Ele lembra que, em latim, libido quer dizer avidez, desejo, impulso, e que numa teoria geral da psique não dá para explicar tudo por um único impulso. A sexualidade continua sendo uma das formas da energia, mas não a única.
Para Jung, a libido não se deixa apreender em si: só aparece numa forma determinada, nas imagens da fantasia, nos símbolos, nos interesses de uma pessoa. Por isso acompanhar para onde vai a libido é uma maneira de entender o que está vivo, e o que está bloqueado, numa vida.


