Prima materia é a matéria-prima de que a alquimia parte. Ela tem mil nomes: água, nuvem, sombra, mar, mãe, lua, dragão, caos, massa confusa. Jung diz que esses nomes não indicam uma substância determinada, mas a intuição de uma situação psíquica inicial.
Os alquimistas a descrevem de modo paradoxal: é de pouco valor e está em toda parte, mas ninguém a conhece. É esquiva e vaga, e sem ela a obra nem começa. Ela é também o caos, a matéria informe e confusa que contém em germe todas as coisas.
Psicologicamente, a prima materia é aquilo de que a pessoa precisa partir, e que costuma ser o que ela mais despreza em si: o material escuro, confuso e rejeitado, a sombra, o sintoma. Jung observa que a pedra filosofal é dita estar no começo e no fim: o que se buscava já estava na matéria desprezada do início.

