Jung usa personalidade em dois sentidos. No primeiro, ela é a pessoa inteira: a consciência e tudo o que ela abrange, mais a parte inconsciente, de amplidão indeterminada. Nesse sentido, a personalidade é sempre maior do que aquilo que o eu sabe de si.
No segundo sentido, a personalidade é uma conquista. No ensaio sobre o desenvolvimento da personalidade (OC 17), Jung a define como a realização máxima da índole própria de cada ser, alcançada com coragem de viver, afirmação do que se é, adaptação ao que é universal e liberdade de decisão. Ela existe em germe na criança, mas só se desenvolve aos poucos, ao longo da vida, e não é privilégio dos gênios.
Desse segundo sentido sai a ideia de tornar-se personalidade: seguir a lei de vida que é própria de cada um. Jung liga esse movimento à totalidade e, por isso, à individuação.

