Totalidade é uma das palavras centrais de Jung. No sentido técnico, ela define o si-mesmo: a totalidade da psique consciente e inconsciente. Ele escolheu o nome si-mesmo justamente por ser determinado o bastante para dar uma ideia da totalidade humana, e indeterminado o bastante para respeitar o que nela é indescritível.
Em sentido mais largo, totalidade é a pessoa inteira, o homo totus que a análise procura. Jung fala também de uma tendência do inconsciente para a totalidade, uma aspiração que aparece espontaneamente nos sonhos, em imagens de círculos, quadrados, mandalas e figuras de quatro partes.
A totalidade não é perfeição. Ser inteiro inclui o lado escuro, a sombra e a função inferior. Por isso Jung opõe a totalidade ao ideal de perfeição: quem quer ser perfeito exclui o que não combina com o ideal; quem busca a totalidade aceita incluir o que preferiria não ver.

