Jung usa Eros em duas escalas. Na primeira, mais antiga, Eros é um nome antigo da energia psíquica inteira, o princípio cosmogônico dos gregos. Na segunda, a partir de 1917, Eros é um de dois princípios: primeiro contra o poder e, desde 1927, ao lado do Logos.
Nesse segundo sentido, a definição estável é o colocar em relação. Eros é relação psíquica, entrelaçamento, o que junta as coisas e estabelece laços entre elas. Pode atrair ou repelir: Jung chega a dizer que o princípio de Eros não é necessariamente amor, pode ser ódio também. O Logos, ao contrário, distingue e separa.
Jung insiste no que Eros não é. Não é sexualidade (ele chama de erro imperdoável confundir as duas coisas), não é a função sentimento e não é sinônimo de vida. Eros é afinidade. Ele o atribuía sobretudo à consciência feminina, mas também lembra que, onde falta o amor, entra o poder.


