Verbete · Imagem, símbolo e tempo

Símbolo

A melhor expressão possível de algo ainda desconhecido. Não é um sinal de algo que já se sabe.

Máscara sakura: o efêmero

máscara do efêmero

Jung define o símbolo pela diferença com o sinal. O sinal aponta para algo conhecido: uma placa, uma sigla, uma alegoria. O símbolo é a melhor formulação possível de algo relativamente desconhecido, que ainda não foi apreendido pela consciência. Por isso, quando Freud chama de símbolos as imagens que remetem a processos instintivos já conhecidos, Jung diz que se trata de sinais, não de símbolos.

O símbolo une naturezas diferentes: o racional e o irracional, o consciente e o inconsciente. Ele nasce de uma tensão entre opostos suficientemente grande e é o fruto da função transcendente. Por isso não se cria artificialmente, nem pela vontade, nem pela técnica.

Jung distingue o símbolo vivo do morto. Um símbolo está vivo enquanto exprime algo que a consciência ainda não compreendeu; morre quando se encontra uma expressão melhor e ele vira mero sinal. É também um transformador de energia: dá à força instintiva uma forma nova.