Verbete · Figuras e constelações

Grande Mãe

também chamado: arquétipo materno

O arquétipo materno: a mãe que nutre e a que devora, duas faces de uma mesma figura.

Máscara fuji (glicínia): sonho e anima

máscara do sonho e da anima

Grande Mãe é a figura do arquétipo materno: a imagem coletiva da mãe que está por trás de toda mãe pessoal. Jung a descreve como origem, natureza, matéria, o ventre e as funções vegetativas e, por isso, também o inconsciente, o instinto e o natural. Ela aparece em muitas formas: a terra, a caverna, a fonte, o jardim, o mar, a Igreja, a deusa.

A sua marca é a ambivalência. A mãe que nutre e a mãe que devora não são duas figuras, mas os dois lados do mesmo arquétipo: a terra que gera é a mesma que retoma. A face terrível não precisa ser crueldade; basta a retenção, o calor que impede de partir.

Para Jung, separar-se da mãe funda a consciência. Mas separar-se da pessoa não basta: a separação só se completa quando inclui o arquétipo. E o anseio de voltar à mãe também tem sentido de renascimento: o desejo de entrar na mãe para nascer de novo.