Arquétipo é o nome que Jung dá às formas típicas e herdadas da vida psíquica. A ideia vem antes do nome: em 1912 ele já falava de imagens primordiais que reaparecem em culturas e épocas diferentes; em 1919 adota a palavra arquétipo, que a partir de 1928 substitui imagem primordial. Os arquétipos e os instintos, juntos, formam o inconsciente coletivo.
O ponto decisivo é a diferença entre o arquétipo em si e a imagem arquetípica. O arquétipo em si é uma forma vazia, uma possibilidade de representação, que não se vê. O que aparece nos sonhos, nos mitos e nas religiões são as imagens arquetípicas, preenchidas pela experiência e pela cultura de cada um. Jung insiste que não se herdam ideias, mas a disposição para formá-las.
O arquétipo é forma e energia ao mesmo tempo, imagem e emoção. Por isso o seu encontro tem um caráter numinoso, fascina e assusta. É o lado formal do instinto: o arquétipo está para a psique como o padrão de comportamento está para a biologia. Anima, sombra, si-mesmo, a Grande Mãe e o herói são figuras arquetípicas.


