Jung não dá uma definição única de o feminino; usa a palavra em vários planos. O mais claro é o feminino como qualidade do inconsciente do homem: no homem, diz ele, o inconsciente tem um sinal feminino, e é por isso que a alma, a anima, aparece como mulher. Daí o par que ele usa com frequência, consciência de natureza masculina e inconsciente de natureza feminina.
O feminino aparece também como princípio: o Eros, a relação, o que liga, por oposição ao Logos, que distingue. E aparece nos símbolos: a lua, a terra, a matéria, o número quatro, a mãe e as deusas. Na alquimia, o feminino é um dos polos da união dos opostos.
Vale ler essas fórmulas com a data que elas têm. A associação entre o feminino e a mulher concreta é a parte mais marcada pela época de Jung. O que ele manteve como estrutura é a ideia de que a consciência é compensada pelo seu oposto, e que esse oposto tende a aparecer com a figura do outro sexo.
