Logos é, em Jung, o princípio da discriminação: distinguir, julgar, reconhecer. Em 1927 ele o define como interesse objetivo, e em 1929 como o conhecimento diferenciador, a clara luz, por oposição ao Eros, que é relacionamento. Ele atribuía o Logos sobretudo à consciência masculina.
O Logos não é a função pensamento. Jung diz que ele tem relação tanto com o sentimento quanto com o pensamento: é um princípio que está acima das funções e que permite separar, tirar algo do bloco indiferenciado. Ao escolher a palavra, ele junta de propósito o sentido grego de razão universal e o sentido psicológico de clareza da consciência.
Esse ganho tem um preço. O caminho até o Logos, diz Jung, é uma grande conquista, paga com a perda dos instintos e da realidade, e pode cair numa tirania da palavra. O Logos sem Eros vira racionalismo árido, assim como o Eros sem Logos vira relação cega.


