Verbete · Religião

Amor

Uma das grandes forças da psique: função de relação e, ao mesmo tempo, um estado de emoção que se parece com a imagem de Deus.

Máscara koke (musgo): instinto

máscara do instinto

Jung não dá uma definição única de amor. Em Símbolos da transformação, ele o descreve de um lado como uma função de relacionamento e, de outro, como um estado psíquico carregado de emoção que coincide, por assim dizer, com a imagem de Deus. Ao lado da fome, é a força motriz clássica do ser humano, e se revela, diz ele, como a força do destino por excelência.

Jung toma amor no sentido amplo, que não se reduz à sexualidade: vai do desejo e da volúpia à afeição espiritual, e chega ao amor de Deus dos místicos. Ele distingue também amar, um sentimento ativo e dirigido, quase um ato de vontade, de estar apaixonado, um estado passivo que acontece com a gente.

O amor está ligado ao Eros, o princípio da relação, mas não se confunde com a função sentimento: um tipo pensamento também pode amar. E tem o seu oposto no poder. Onde falta o amor, diz Jung, entra o poder, e quem usa o amor como meio de posse o transforma em poder disfarçado.