Jung usa a palavra constelação para o processo pelo qual uma situação exterior desencadeia uma reação psíquica, juntando e ativando certos conteúdos. Quando se diz que um complexo está constelado, quer dizer que a pessoa entrou numa atitude de expectativa e vai reagir de modo inteiramente definido.
A constelação é automática: ninguém a detém pela vontade, porque os conteúdos ativados têm energia própria. Toda constelação de complexos perturba a consciência, rompe a sua unidade e atrapalha as intenções do eu. O núcleo de um complexo tem uma força consteladora proporcional ao seu valor emocional.
A palavra vem dos experimentos de associação: o complexo constelava as respostas, desviando-as. Jung depois a generalizou, dizendo que a vida psíquica corre sob a influência constante de inúmeras constelações, na maioria inconscientes. Na análise, a própria relação com o terapeuta constela complexos dos dois lados.

