Verbete · Religião

Imagem de Deus

Para a psicologia de Jung, a imagem de Deus: o valor psíquico supremo, o que tem o poder mais forte sobre a vida de alguém.

Máscara koke (musgo): instinto

máscara do instinto

Jung insiste que fala como psicólogo, não como teólogo: ele não afirma nem nega a existência de Deus, mas estuda a imagem de Deus na psique. Nesse sentido, Deus é o valor psicológico supremo, o que tem maior importância na determinação dos pensamentos e das ações. É sempre ao valor psíquico avassalador que se dá o nome de Deus; quando ele deixa de ser avassalador, vira um simples nome.

Jung também chama de Deus aquilo que atravessa de forma violenta o caminho que traçamos, subverte os nossos planos e interfere no curso da vida, para o bem e para o mal. E usa a palavra para os efeitos numinosos de fatos psíquicos cuja causa não conhecemos.

Os deuses, no plural, são para ele personificações de conteúdos inconscientes. Na psique, a imagem de Deus se confunde com a do si-mesmo: não se sabe, diz Jung, se Deus e o inconsciente são duas grandezas diferentes. Em Resposta a Jó (1952), ele lê a própria imagem bíblica de Deus como algo que se transforma ao longo da história.