Jung define a vontade em termos de energia: é a soma de energia à disposição da consciência. A volição é um processo energético liberado por uma motivação consciente. No esquema das funções, o eu está no centro, dotado de certa quantidade de energia, que é a força da vontade.
Essa energia livre é pouca. Jung diz que o homem moderno conquistou mais vontade do que o primitivo, mas talvez não muita. Grande parte da energia psíquica continua presa aos instintos e aos complexos, e não obedece ao eu.
A vontade depende da reflexão e da qualidade da consciência. Ela permite dirigir a atenção, escolher, amar no sentido ativo, distinto de estar apaixonado. Mas Jung também desconfia dela: a vontade não cria por si o seu conteúdo, que vem de processos anteriores, e não consegue dominar o inconsciente pela força.


