Jung usa quaternidade para as figuras de quatro partes que aparecem espontaneamente nos sonhos e nas visões, ou que as culturas inventaram para exprimir uma totalidade: os quatro ventos, as quatro estações, os quatro evangelistas, os quatro elementos. O argumento é numérico: o círculo é o ideal da perfeição, e a sua divisão natural mínima é em quatro. O quatro, diz ele, é o mínimo para um juízo de totalidade.
Na psicologia, a quaternidade aparece nas quatro funções da consciência. Três delas podem estar ao alcance da consciência, e a quarta, a inferior, fica no inconsciente. Por isso Jung dá importância ao esquema três mais um: uma tríade que só se completa quando o quarto elemento, problemático e rejeitado, é incluído.
Na alquimia, a quaternidade aparece no axioma de Maria Profetisa: o um se torna dois, o dois se torna três, e do três vem o um que é o quarto. Para Jung, a quaternidade é um símbolo clássico do si-mesmo: uma unidade que inclui as diferenças.


