Verbete · Imagem, símbolo e tempo

Mandala

O círculo mágico: uma imagem de ordem em torno de um centro, que Jung entende como símbolo do si-mesmo.

Máscara kin (dourada): si-mesmo

máscara do si-mesmo

Mandala, em sânscrito, quer dizer círculo, e em particular círculo mágico. Jung usa a palavra para todas as figuras dispostas em torno de um centro, redondas ou quadradas, com divisões em quatro ou múltiplos de quatro. Elas aparecem nas religiões do Oriente, nas rosáceas cristãs, nas pinturas de areia dos navajos e em desenhos de crianças e de pacientes que nunca viram uma mandala.

Para Jung, a mandala é um esquema de ordem. Ela costuma surgir espontaneamente em momentos de desorientação e confusão psíquica, como uma tentativa do inconsciente de compensar o caos com uma imagem de centro e de totalidade. Ele observou isso em si mesmo e em muitos pacientes.

Por isso a mandala é, na psicologia de Jung, o símbolo do si-mesmo e uma imagem de Deus. Ela desloca o centro da personalidade do eu para um centro maior. Jung dizia que se pode desenhar uma mandala, construí-la ou dançá-la, e que a própria vida, vivida em torno desse centro, também é uma mandala.