Sincronicidade é o nome que Jung deu à coincidência no tempo de dois ou mais eventos sem relação causal, mas com o mesmo sentido. Ele a apresenta como um princípio de explicação equivalente à causalidade, para fatos que a causalidade não explica. E a distingue de sincronismo, que é só a ocorrência simultânea de dois fenômenos.
O fenômeno tem dois lados: uma imagem inconsciente chega à consciência, num sonho, numa intuição ou num pressentimento, e uma situação objetiva coincide com ela. O exemplo mais conhecido de Jung é o do escaravelho que bateu na janela enquanto uma paciente contava um sonho com um escaravelho dourado.
Jung desenvolveu a ideia aos poucos, a partir do fim dos anos 1920, e a expôs num ensaio de 1952, em diálogo com o físico Wolfgang Pauli. Ele a tratou como hipótese, ligada à natureza psicoide do arquétipo, que ultrapassa a fronteira entre psique e matéria. Também a usou para pensar o I Ching e outras práticas divinatórias.
