Verbete · Imagem, símbolo e tempo

Imaginação ativa

O método de Jung para dar forma às imagens do inconsciente acordado: deixar que elas vivam e se relacionar com elas.

Máscara sakura: o efêmero

máscara do efêmero

Imaginação ativa é o método que Jung desenvolveu a partir do próprio confronto com o inconsciente, depois da ruptura com Freud. Ele a descreve como uma sequência de fantasias produzida pela concentração intencional, e como uma espécie de treino para desligar a consciência por um tempo, de modo que as imagens do inconsciente possam aparecer.

A diferença em relação à fantasia comum é que, na imaginação ativa, as imagens têm vida própria: os acontecimentos simbólicos se desenvolvem segundo uma lógica que lhes é peculiar, e não segundo o desejo de quem imagina. A pessoa observa, dá forma pelo desenho, pela escrita ou pela pintura, e participa da cena. Seguidores como Barbara Hannah e Marie-Louise von Franz enfatizaram o diálogo e a negociação com as figuras.

Para Jung, a imaginação ativa ajuda o inconsciente a chegar à consciência e é um dos caminhos da função transcendente. Ela exige um eu firme e raízes no mundo exterior: não é um passatempo, e quem a pratica precisa conseguir voltar e se posicionar diante do que vê.