Diferenciação, para Jung, é o ato pelo qual algo sai do estado indistinto e passa a poder ser percebido e dirigido. Ele diz que a diferenciação é a essência, a condição sem a qual não há consciência: tudo o que é inconsciente é indiferenciado. Ampliar a consciência é separar os opostos uns dos outros, e isso vai contra a natureza, que tende a manter tudo misturado.
A palavra tem um sentido histórico. A consciência da humanidade se destacou lentamente de um estado primitivo de indiferenciação, ao longo de milênios. O mesmo acontece em cada pessoa, que precisa se diferenciar dos pais e do grupo para existir como indivíduo.
Na tipologia, diferenciação é o desenvolvimento de uma função psicológica: a mais diferenciada se torna dominante, disponível e dirigível; as outras ficam para trás, misturadas e arcaicas. Na individuação, o movimento continua, mas pede também o caminho de volta: depois de separar, reunir o que foi separado.



