No tipo intuição introvertida, a intuição se volta para os objetos interiores, as imagens que vêm do inconsciente. Elas se comportam para ele como se fossem coisas de fora, só que com realidade psíquica. Esse tipo vai de imagem em imagem, perseguindo as possibilidades que brotam do inconsciente, e capta as imagens dos arquétipos.
É o tipo do visionário, do profeta e de certos artistas. Jung escreve que Israel não teria tido os seus profetas se não tivesse existido esse tipo. A sua força é perceber o que está se formando antes de todo mundo; o seu risco é falar como a voz que clama no deserto, sem conseguir pôr o que vê em contato com a vida prática.
A função inferior é a sensação, de modo primitivo. Ela pesa sobre a atitude rarefeita do intuitivo e pode voltar como sensações compulsivas e dependência das impressões do corpo, além de uma dificuldade real com as coisas concretas.

