Introversão é a atitude em que a energia psíquica se volta para dentro, para o sujeito. Jung a define, junto com a extroversão, como uma das duas direções opostas da libido. Para o introvertido, o fator determinante não é o objeto, mas a resposta subjetiva a ele: a impressão, a ideia, o valor interior.
Não se trata de timidez. Jung descreve o introvertido como quem diante de uma situação primeiro se retrai, como se dissesse “não” em voz baixa, e reflete antes de agir. A atitude é temperamental, até constitucional, e não se escolhe; por isso, diz ele, ninguém é introvertido só num aspecto da vida.
Todo mundo tem as duas atitudes, mas só uma se desenvolve como forma de adaptação. A outra cochila no fundo, como uma larva, e tende a aparecer de modo menos adaptado e mais arcaico. Na saúde, introversão e extroversão se alternariam como um ritmo, a diástole e a sístole da vida.
