Jung fala de inflação psíquica para descrever uma expansão da personalidade além dos limites individuais, ou seja, uma presunção. A palavra é literal: a pessoa se enche de ar, de espírito, fica leve demais, sobe demais e, depois, precisa de uma descida.
O mecanismo é a identificação do eu com um conteúdo do inconsciente coletivo, sobretudo com um arquétipo. Como o arquétipo tem uma força numinosa, quem se identifica com ele se sente maior do que é. Jung distingue dois sentidos. A inflação positiva se parece com a megalomania; a negativa leva ao esmagamento do eu, à sensação de não ser nada.
A inflação é um dos riscos centrais do trabalho com o inconsciente. Quem descobre conteúdos coletivos pode tomá-los como seus, achar-se um profeta ou um eleito. A saída é a diferenciação: o eu reconhecer o conteúdo, sem se confundir com ele.



