Integração, em Jung, é a incorporação de conteúdos inconscientes à consciência. Ele a chama de operação principal da sua psicologia e diz que a psicoterapia consiste, sobretudo, nisso. Em outro lugar resume: a integração equivale à conscientização.
Integrar não é só entender. Jung a descreve como um ato individual de realização, compreensão e valoração moral, uma tarefa difícil, que exige responsabilidade ética. Reconhecer a própria sombra, por exemplo, é admitir que algo que se via nos outros também está em nós.
Nem todo conteúdo se integra do mesmo modo. Os conteúdos pessoais podem ser integrados sem prejuízo para o eu; os conteúdos coletivos, os arquétipos, não se deixam absorver por inteiro, e tentar integrá-los pode inflar o eu. Quando conteúdos inconscientes irrompem com violência e o eu não consegue assimilá-los, Jung fala de uma integração patológica.


