O inconsciente coletivo é a parte da psique que não deve a sua existência à experiência pessoal. Jung o chama de coletivo porque os seus conteúdos não são individuais, mas universais e iguais onde quer que apareçam. Ele é formado pelos instintos e pelos arquétipos.
Jung observou o fenômeno por volta de 1906, quando a fantasia de um paciente repetiu imagens de um texto antigo que o paciente não conhecia. O nome veio em 1916. A ideia ajudava a explicar por que motivos míticos aparecem nos sonhos de pessoas que nunca os estudaram.
O que se herda, insiste Jung, não são ideias prontas, mas possibilidades: caminhos virtuais, disposições para reagir e imaginar de certos modos. Por isso ele chega a dizer que o inconsciente coletivo, a rigor, é uma possibilidade, que só se torna visível quando se realiza em imagens, como as dos sonhos, dos mitos e das religiões.


