Verbete · Figuras e constelações

Anthropos

também chamado: homem primordial

O homem primordial dos mitos, de dimensão cósmica: para Jung, uma imagem do si-mesmo.

Máscara fuji (glicínia): sonho e anima

máscara do sonho e da anima

Anthropos, em grego, quer dizer ser humano. Jung usa a palavra para a antiga doutrina do homem primordial: a ideia de que o criador do mundo se manifestou na forma de um primeiro homem, luminoso e quase sempre de tamanho cósmico. A figura aparece no gnosticismo, na alquimia, na Índia (o Purusha) e por trás de títulos de Cristo como Filho do homem.

O passo decisivo de Jung é ler o Anthropos psicologicamente. A totalidade objetiva da psique, que ele chama de si-mesmo, corresponde, diz ele, perfeitamente à ideia do Anthropos. O homem primordial representa a totalidade original e redonda que caiu na prisão das potências deste mundo, e que pede para ser reunida.

Por isso, nos textos de Jung, o Anthropos é um arquétipo coletivo, e não uma pessoa histórica. É a imagem de que, dentro de cada indivíduo, há uma totalidade maior do que o eu, e que essa totalidade tem dignidade e poder de ordenar o caos psíquico.