Para Jung, toda atividade vital é adaptação. A relação entre sujeito e objeto é sempre de influência mútua, e essas modificações são a adaptação. A consciência é o órgão dessa função: um aparelho de orientação e de adaptação ao momento.
O ponto decisivo é que a adaptação tem dois lados. Há a adaptação às condições externas, o trabalho, a sociedade, as relações, que tem na persona o seu instrumento. E há a adaptação às condições internas, às necessidades da própria natureza, que passa pela relação com o inconsciente e pela anima.
Uma vida bem adaptada só por fora pode estar mal adaptada por dentro, e vice-versa. Jung define a neurose justamente como uma adaptação prejudicada, de um lado ou do outro. Na segunda metade da vida, a tarefa costuma se deslocar da adaptação externa para a interna.


