Um tipo psicológico, para Jung, é uma tipificação: uma abstração que reúne as qualidades comuns de muitos indivíduos num denominador característico. O tipo é o padrão; a pessoa concreta é sempre uma variação única dele.
Um tipo concreto é a combinação de uma atitude (introvertida ou extrovertida) com uma função dominante (pensamento, sentimento, sensação ou intuição). Jung diz que não existem simplesmente introvertidos e extrovertidos: o tipo só ganha forma quando se sabe por que função a pessoa se orienta.
O tipo determina de antemão o modo habitual de reagir e também o modo como o inconsciente vai compensar a consciência. Por isso conhecer o próprio tipo não serve para se rotular, mas para perceber o que fica de fora: a função menos desenvolvida, onde moram as maiores dificuldades e também as maiores possibilidades.
