Em Jung, atitude é prontidão, não ato. É uma disposição habitual que predispõe a reagir numa direção definida, e por ser de fundo ela orienta toda a vida psíquica da pessoa. É o que faz duas pessoas, diante do mesmo fato, vivê-lo de modos opostos.
Na tipologia, as atitudes gerais são duas, e se distinguem pela direção do interesse, pelo movimento da libido: a extroversão, voltada para o objeto, e a introversão, voltada para o sujeito. Jung diz que a atitude funciona como um preconceito que condiciona todo o processo psíquico: estabelece o modo habitual de reagir e até o modo como o inconsciente vai compensar a consciência.
Em sentido mais largo, Jung também fala da atitude consciente como a orientação geral da consciência num momento da vida. Ela é sempre, no mínimo, uma espécie de visão de mundo, e quase sempre unilateral, o que a põe diante de uma resposta do inconsciente.

