Para Jung, não há tipo humano que se iguale em realismo ao tipo sensação extrovertida. O seu senso dos fatos objetivos é extraordinariamente desenvolvido: ele vive o que está presente, com intensidade, e a sua intenção se volta para o gozo concreto da vida, o que dá ao tipo uma presença calorosa e prática.
Para essa pessoa, nada existe além do concreto. O que não pode ser visto, tocado ou vivido agora tem pouco peso, e as ideias e as possibilidades parecem abstratas demais.
A função inferior é a intuição. Reprimida, ela volta pelo inconsciente em forma de suposições aventureiras, projeções e pressentimentos sombrios sobre os outros. Nos casos extremos, Jung descreve fobias e escrúpulos de tom moral ou religioso, a intuição esquecida cobrando o seu lugar.
