Inconsciência não é o mesmo que o inconsciente. A palavra nomeia um estado: o de não estar ciente de algo. Jung insiste que esse estado é relativo. Quando estou inconsciente de alguma coisa, em algum aspecto eu sei o que se passa.
Ele aponta duas razões para um conteúdo ficar fora da consciência. Uma é a inconsciência geral, de que todos participam, porque a consciência ainda não chegou até ali. A outra é secundária: vem da repressão de conteúdos incompatíveis com a atitude consciente.
No primeiro sentido, a inconsciência é o estado de origem. A criança pequena começa nela, e Jung descreve o desenvolvimento humano como uma luta para sair do seio da inconsciência primitiva. Por isso, para ele, toda ampliação da consciência é uma conquista, e nunca está completa.


